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sábado, 25 de setembro de 2010

Poema de Pablo Neruda


Talvez


Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a ORIGEM VERMELHA DA ROSA,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
RAJADA DE ROSEIRA,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...