(Caio Fernando Abreu)
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso."
sábado, 29 de outubro de 2011
E como lateja...
Menos
pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que
provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora
lateje louca nos dias de chuva (Caio Fernando Abreu)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
"Mesmo assim eu não esquecia dele. Em parte porque seria impossível esquecê-lo, em parte também, principalmente, porque não desejava isso. É verdade, eu o amava. Não com esse amor de carne, de querer tocá-lo e possuí-lo e saber coisas de dentro dele. Era um amor diferente, quase assim feito uma segurança de sabê-lo sempre ali."
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
"Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro.Mas eu preciso muito muito de você."
(Caio Fernando Abreu)
(Caio Fernando Abreu)
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