terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


Mas Capitu nunca seria presunçosa, nunca ostentaria grandes luxos. A soberba vai na contramão da dissimulação. Aqueles olhos, aqueles olhos malditos jamais se revelariam assim, facilmente, jamais seriam tão escancarados a quem quisesse olhá-los, mergulhar-se neles. Os olhos de Capitu eram velados, seus lábios doces, tua obediência estável, tua inteligência quase secreta. Capitu é um segredo, esconde-se por entre as próprias armadilhas e com toda a certeza não grita aos quatro ventos o quanto é fatal.

(Ana Favorin)

porque o velho safado acertou mais uma...

Caí em meu patético período de desligamento. Muitas vezes, diante de seres humanos bons e maus igualmente, meus sentidos simplesmente se desligam, se cansam, eu desisto. Sou educado. Balanço a cabeça. Finjo entender, porque não quero magoar ninguém. Este é o único ponto fraco que tem me levado à maioria das encrencas. Tentando ser bom com os outros, muitas vezes tenho a alma reduzida a uma espécie de pasta espiritual. Deixa pra lá. Meu cérebro se tranca. Eu escuto. Eu respondo. E eles são broncos demais para perceber que não estou mais ali.

(Charles Bukowski) 

*-*



Poxa, por que não conheci Maglore antes? *-* adorando!

domingo, 11 de novembro de 2012

Sobre Canecas e Chá - Léo Fressato





Eu não vim falar de amor, nem dizer que o destino foi quem nos juntou... Eu não prometi cuidar e nem prometo agora, embora eu vá olhar com ternura pras tuas crias e pra caneca com chá... Não peço pra namorar... Você riria. E eu morreria... Sem ar. Eu não vim pedir amor, nem me dei por vencido... Cê sabe como é, sou teimoso de dar dó! Só vim para dizer: no meu sertão não será sol... Só vim para dizer: no meu sertão não será sol... E vai chover... E vai chover... Sabe, o meu amor é teu... Não sei o que aconteceu, nem sei no que vai dar... Sabe, só quero um beijo teu... E que não diga adeus, para que eu possa voltar... E eu voltarei! Margaridas na mão, venho armado até os dentes! Pra roubar teu coração e colocá-lo rente ao meu... Sabe, antes de terminar, minha moça, eu te digo: Você vai ser feliz comigo... Mesmo se o mundo acabar... Mesmo se o avião cair... Mesmo se a chuva alagar aqui... Mesmo se a gente afogar... E eu não vim falar de amor, Nem dizer que o destino foi quem nos juntou... Eu não prometi cuidar e nem prometo agora, embora eu vá olhar com ternura pras tuas crias e pra caneca com chá... Não peço pra namorar... Você riria. E eu morreria...